terça-feira, 24 de março de 2009

Como eu queria...







Tenho que forçar meu coração a se despedir! Sou burra, sofro, não consigo dizer o que devo dizer pois sou guiada pelo lado errado do cérebro. Como eu queria ser racional, como eu queria não mais me torturar com migalhas de momentos bons, mas efêmeros.... como eu queria não mais sentir nada por você... como eu queria simplesmente te dizer adeus... e seguir minha vida sem ao menos lembrar das coisas que passei ao seu lado. Como eu queria não torcer pela sua felicidade, como eu queria não me preocupar com você. Mas se eu realmente conseguisse ser assim, não seria EU, Karina....









Despedida


Por mim, e por vós, e por mais aquilo


que está onde as outras coisas nunca estão,


deixo o mar bravo e o céu tranqüilo:


quero solidão.






Meu caminho é sem marcos nem paisagens.


E como o conheces? - me perguntarão. -


Por não ter palavras, por não ter imagens.


Nenhum inimigo e nenhum irmão.






Que procuras? Tudo.


Que desejas? - Nada.


Viajo sozinha com o meu coração.


Não ando perdida, mas desencontrada.






Levo o meu rumo na minha mão.


A memória voou da minha fronte.


Voou meu amor, minha imaginação...


Talvez eu morra antes do horizonte.






Memória, amor e o resto onde estarão?


Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra.


(Beijo-te, corpo meu, todo desilusão!


Estandarte triste de uma estranha guerra...)


Quero solidão.






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