terça-feira, 31 de março de 2009

A CULPA... parte 1

Culpa

Por detrás de nossas tristezas e frustrações, detrás da nossa insatisfação na vida, de nossos tédios e angústias está um sentimento. O mais arraigado em nosso comportamento e responsável por grandes sofrimentos psicológicos. Que é o sentimento de CULPA.O sentimento de culpa é um apego ao passado, é o arrependimento de alguém não ter sido como deveria ter sido. É uma tristeza por ter cometido algum erro que não deveria ter cometido. O núcleo do sentimento de culpa são estas palavras: “Não deveria”.
A culpa é a frustração entre a distância do que nós fomos e a imagem do que nós deveríamos ter sido. Nela consiste a base da autotortura.É como se dentro de nós se processasse um julgamento em que o eu ideal, imaginário é o juiz, e o eu real, humano é o réu. E como nosso pensamento nos exige algo impossível, nosso eu real nunca poderá atendê-lo. Este é um ponto fundamental. Na culpa nos dividimos em duas pessoas: Uma real, errada, má e ruim. A outra ideal, boa e certa. E que tortura a outra.
É como se dentro de nós processasse um julgamento em que o eu ideal, imaginário é o juiz, e o eu real, concreto, humano é o réu. O eu ideal sempre trás exigências impossíveis e perfeccionista. Assim, quando estamos atormentados pelo perfeccionismo, estamos absolutamente sem saída. E como nosso pensamento nos exige algo impossível. Nunca o nosso eu real poderá atende-lo. Este é um ponto fundamental.Muitas pessoas dedicam sua vida a tentar a concepção do que elas devem ser ao invés de se realizarem por si mesmas.
A diferença entre a auto-realização e a realização da imagem é muito grande. A maioria das pessoas vive apenas em função da imagem ideal e este é um instrumento fenomenal para se fazer o jogo do neurótico. A autotortura, o auto-aborrecimento, o auto-castigo a auto-punição. A culpa.Quanto maior for a expectativa a nosso respeito, quanto maior for o modelo perfeccionista de como deve ser a nossa vida, maior será o nosso sentimento e culpa.
A culpa é também a tristeza de não sermos perfeitos. É a tristeza de não sermos Deus. Por não sermos infalíveis. É um profundo sentimento de orgulho e onipotência. É uma incapacidade de lidar com o erro, com a imperfeição. É um desejo frustrado. É o contato direto com a realidade humana em contraste com as sua imperfeições perfeccionista, com seus pensamentos megalomaníacos a respeito de si mesmo.
O mais grave é que aprendemos o sentimento de culpa como virtude.A culpa sempre se esconde atrás da máscara do aperfeiçoamento como garantia de mudança. Mas nunca dá certo.Os erros dos quais nos culpamos são aqueles que menos corrigimos. A lista dos nossos pecados no confessionário é sempre a mesma.A culpa longe de nos proporcionar incentivo ao crescimento, faz-nos gastar energias numa lamentação interior por aquilo que já ocorreu, ao invés de gastarmos em novas coisas, novas ações e novos comportamentos.
continua....

2 comentários:

  1. Amiga, assistimos a um filme que acho que você tem que asssistir. O nome é ele não está tão afim de você. Assisti e depois diga o que você acha. As conclusões a que eu cheguei estão no blog.
    Bjos.

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