sexta-feira, 10 de julho de 2009

ELA CHEGOU...






Gente... confesso... Tô carente! sniff... faz parte da vida, então vou conviver com ela... até o dia que ela se for! Quero minha terapia de voltaaaaaaa....

Vou postar um texto legal que achei sobre o assunto.



Fonte: Site Bolsa de Mulher



Afinal, você sabe administrar a carência????



Quando ela chega, não dá para fingir sua presença. Vem com vontade e pede toda sua atenção. Não tem hora marcada, não tem dia apropriado, não faz distinção. Ela te encontra, independentemente se você é homem ou mulher, magro(a) ou gordo(a), bonito(a) ou feio(a). Simplesmente aparece, sem ao menos ser convidada. E o pior: costuma exigir tratamento VIP, com direito a presentes, bebidas e chocolates, muitas vezes. O nome da visita? Carência. Um sentimento que, não necessariamente, condiz com a realidade, mas que traz uma sensação muito verdadeira de vazio para quem resolve abrir a "porta da casa". A questão é: como lidar com ela, uma vez que tenha entrado?


"Este sentimento está relacionado ao medo da solidão. Muitas pessoas precisam do outro para estarem bem", diz a psicóloga Karen Camargo. Para ela, é normal passarmos por momentos de fragilidade na vida. Tanto na infância, quando a criança necessita dos cuidados da mãe, como também na fase adulta. O fato é que não podemos precisar do outro com freqüência. "É impossível que alguém preencha nossa carência 100% do tempo. É necessário que se aprenda a lidar com a vida de uma maneira solitária. Nascemos e morreremos sós", afirma. Mas ela admite que, apesar de necessário, aprender a não depender emocionalmente dos outros é dolorido. "A cultura, de certa forma, nos solicita estarmos com alguém. A mulher que não se casa ou namora depois dos 30, por exemplo, fica para ‘titia' na visão da sociedade. É uma cobrança muito grande", diz Karen.


E esse alguém, do qual "se precisa", não vai estar apenas nos relacionamentos amorosos. Pode estar também nas amizades, na família etc. A carência remete à falta de amor - sentimento que pode ser encontrado e cultivado em vários tipos de relações. "Não quer dizer que a pessoa não receba amor. Trata-se de uma avaliação pessoal, que pode não ser real", comenta o psiquiatra Luiz Alberto Py, autor do livro "Saber Amar". Segundo ele, ao estar carente, a pessoa quer ser amada não só no presente, mas por tudo que já faltou para ela no passado. Ou seja, a carência de cada um depende da história de vida que carrega. Pode ser leve e ser sanada com um colo e cafuné, ou não. Pode perdurar e sair do controle de quem sente. E como diz a letra de Cazuza, a pessoa então segue, "levando em frente/um coração dependente/viciado em amar errado/crente que o que ele sente/é sagrado".


Torna-se então um problema quando não se consegue suprir essa necessidade. E a visita, quer dizer, a carência, já está lá espalhada em cima de sua cama, abrindo a porta da geladeira, tomando conta de tudo. De acordo com Luiz Alberto Py, quando não se consegue administrar essa situação, de duas uma: ou começa a cobrar manifestações de amor ou canaliza isso para outro lugar. Explicando: compra muito, come demais, fuma, bebe, enfim, faz coisas que lhe dão prazer e aliviam esse sentimento.


Ah... A felicidade! Como bem definiu o dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, ela "é uma estação intermediária entre a carência e o excesso". O equilíbrio talvez. Ah... A felicidade. Sempre ela. Só que esta, ao contrário da carência, é o tipo de visitante que ninguém quer mandar embora.

Autor: Vanessa Oliveira

2 comentários:

  1. Pixa, li o posto em homenagem ao papys. Muito obrigada por fazer parte de nossa vida!
    Não se esqueça de que a varanda te espera!
    Beijocas
    Joey

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  2. Virgulino Teixeira11 de julho de 2009 12:18

    Como já dizia a minha vó, carência de cú é rôla.

    inté.

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