segunda-feira, 8 de março de 2010

pra quem não viu...


Depoimentos

Filhas da cidade


Seis lições de vida de mulheres que se desnudaram em depoimentos à Revista

Ainda que a graciosidade e a sensibilidade nunca sejam desatreladas do sexo feminino, esqueça qualquer ideia de fragilidade. Hoje, as mulheres também são exemplo de força, vitalidade e determinação. Muitas delas são como você, que lê a Revista neste momento . guerreiras anônimas, símbolos da superação, heroínas cotidianas do século 21.

Durante um mês, mantivemos na internet um canal multimídia de interação com nossas leitoras. Foram quase 12 mil acessos de mulheres interessadas em contribuir com esta edição especial, pensada exatamente para repercutir o pensamento de quem nos acompanha todos os domingos. Muitas responderam a um questionário (algumas respostas você confere nesta página e a íntegra no site do Correio). Em uma das perguntas, .o que é ser moderna., a maioria respondeu que é ser um agente de transformação do seu tempo. Exatamente o que foi refletido nos depoimentos que você lê nas próximas páginas e no site www.correiobraziliense.com.br. Histórias cheias de emoção. É um prazer conhecê-las. 





Bases sólidas, grandes progressos....

"Eu sou Ana Karyna Barros. Anônima como tantas, sobrevivente como tantas. Tenho 32 anos, sou solteira e moro com meus pais. Mas minha história começou em 1976, ano em que uma mulher me gerou e, sabe Deus o porquê, não pôde me criar. Não guardo mágoas. Meus pais adotivos são exemplos de superação das adversidades. Minha mãe sempre foi muito doente e, por isso, tenho uma convivência pouco convencional com hospitais. Uma internação para mim não é tão complicado como costuma ser para a maioria das pessoas. 

Aos 26 anos, encontrei um nódulo em minha mama. Depois de ser diagnosticado erroneamente como um tumor, o alívio veio com o resultado de exames: era apenas um nódulo benigno. Fui criada na Cidade Ocidental, local tido como perigoso. Na adolescência, tive contato com vizinhos traficantes, amigos usuários de drogas, perdi colegas para o submundo. Nunca me deixei levar. Tudo graças à educação rígida de uma família metade paraense, metade japonesa. Mistura que parece ter dado certo. Afinal, um japonês que conserta televisão e ganha pouco mais de R$ 600 por mês e uma dona de casa conseguiram colocar na Universidade de Brasília quatro dos cinco filhos. 

Tenho orgulho de ser o que sou, apesar de saber que ainda há muito a ser conquistado. Sou servidora pública . o american dream da capital. Sou graduada em arquivologia, pós-graduada em políticas públicas e estudo por um melhor emprego. Depois do trabalho, sigo direto para a biblioteca da universidade, um local onde me sinto bem. Afinal, ali foi o cenário que mudou os rumos de minha família. Ainda não cheguei onde busco estar e, de forma alguma, penso em parar.."



2 comentários:

  1. Adorei seu depoimento, vc tem uma história de batalha e nunca se esqueça de tudo de maravilhoso que vc conquistou na vida por seu próprio esforço. Foi muito bom ver o quanto vc se orgulha da sua família, da sua trajetória, das suas conquistas... E é isso aí, parar jamais, mas com o coração leve. Beijos!!

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  2. Pixa... que lindo! Me emocionei. Você merece seu carro novo, seu emprego novo, saude, amor, sucesso, você merece ser muito feliz. Adorei a matéria. um beijo

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