segunda-feira, 11 de maio de 2009

sem noção....

Acredito piamente que todos temos momentos de falta completa de noção... tem horas que nos atrapalhamos com algumas coisas e a sindrome de sem noção aparece... Mas tem gente que é sem noção sempre! É incrível! Cehga a ser insuportável... Tem pessoas que cometem verdadeiros crimes com sua falta de noção. Odeio quem me interrompe para desmentir alguma coisa que estou falando... odeio pessoas que muito se desculpam... isso é a mais pura falta de noção e confiança... Não gosto de pessoas que não percebem quando estão sendo absolutamente inconvenientes em seus cometários... e por mais caretas que se façam para a pessoa parar... ela simplemente continua com sua falta completa de noção.... Afff.... As vezes relevo... mas as vezes fico profundamente irritada.... como hoje!




Segue texto....





De: José Roberto Mignone


Sintonize José Roberto Mignone, diariamente na freqüência 730 AM





Em qualquer lugar têm pessoas sem noção. À medida que o tempo avança, mais pessoas assim aparecem. Pessoas sem noção, numa dedução bruta, são aquelas que são ignorantes falsas, ou seja, não têm tempo de serem educadas e nem inteligentes rápidas e não só alienada.Você as encontra sempre quando lhe fazem algo que você não acredita que estão fazendo com você, ou mesmo quando você acha que a pessoa é muito cara de pau. Essa é a que mais se assemelha à pessoa sem noção.




Existem algumas classes que abrigam um grande número dessas pessoas. A política, por exemplo. A grande maioria dos políticos é sem noção, de nada inclusive. Outra classe que aparenta um pouco dessa deficiência é dos síndicos, salvando algumas exceções.Na escolar, não sabemos ainda se é a dos estudantes atuais ou a de quem os ensina. Esses, de noção só têm pouco da reclamação do salário. Quer saber de uma pessoa completamente sem noção? Aquelas que contam dinheiro como se tivessem contando os minutos finais de suas vidas. Quando tiver uma chance, preste atenção nessas e verifique bastante as expressões da cara.




Na esportiva, fica na declaração do jogador de futebol quando está saindo do primeiro tempo da partida, seu time perdendo, e é questionado pelos repórteres de campo e responde. "...vamos voltar e reverter isso ai". Pode até ser, mas na maioria das vezes não acontece.




A cada dia que passa, mais pessoas sem noção aparecem na sua vida. E isso é uma doença e pode pegar, se tiver um convívio intenso. Para se ter noção se a pessoa é sem, basta você se pegar pensando o seguinte: "Veja só esse aí. Será que não podia fazer assim ou assado?" ou: "...ter falado assim ou assado?" Na empresa, o fofoqueiro é um sem noção.


Este homem merece palmas....


Odilon de Oliveira, de 56 anos, estende o colchonete no piso frio da sala, puxa o edredom e prepara-se para dormir ali mesmo, no chão, sob a vigilância de sete agentes federais fortemente armados.

Oliveira é juiz federal em Ponta Porã, cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com o Paraguai e, jurado de morte pelo crime organizado, está morando no fórum da cidade.
Só sai quando extremamente necessário, sob forte escolta.
Em um ano, o juiz condenou 114 traficantes a penas, somadas, de 919 anos e 6 meses de cadeia, e ainda confiscou seus bens.
Como os que pôs atrás das grades, ele perdeu a liberdade.
'A única diferença é que tenho a chave da minha prisão.'.

Traficantes brasileiros que agem no Paraguai se dispõem a pagar US$ 300 mil para vê-lo morto. Desde junho do ano passado, quando o juiz assumiu a vara de Ponta Porã, porta de entrada da cocaína e da maconha distribuídas em grande parte do País, as organizações criminosas tiveram muitas baixas.Nos últimos 12 meses, sua vara foi a que mais condenou traficantes no País.

Oliveira confiscou ainda 12 fazendas, num total de 12.832 hectares, 3 mansões - uma, em Ponta Porã, avaliada em R$ 5,8 milhões - 3 apartamentos, 3 casas, dezenas de veículos e 3 aviões, tudo comprado com dinheiro das drogas. Por meio de telefonemas, cartas anônimas e avisos mandados por presos, Oliveira soube que estavam dispostos a comprar sua morte.
'Os agentes descobriram planos para me matar, inicialmente com oferta de US$100 mil.' No dia 26 de junho, o jornal paraguaio Lá Nación informou que a cotação do juiz no mercado do crime encomendado havia subido para US$ 300 mil. 'Estou valorizado', brincou. Ele recebeu um carro com blindagem para tiros de fuzil AR-15 e passou a andar escoltado.


Para preservar a família, mudou-se para o quartel do Exército e em seguida para um hotel. Há duas semanas, decidiu transformar o prédio do Fórum Federal em casa. 'No hotel, a escolta chamava muito a atenção e dava despesa para a PF.' É o único caso de juiz que vive confinado no Brasil. A sala de despachos de Oliveira virou quarto de dormir. No armário de madeira, antes abarrotado de processos, estão colchonete, roupas de cama e objetos de uso pessoal. O banheiro privativo ganhou chuveiro. A família - mulher, filho e duas filhas, que ia mudar para Ponta Porã, teve de continuar em Campo Grande.. O juiz só vai para casa a cada 15 dias, com seguranças. Oliveira teve de abrir mão dos restaurantes e almoça um marmitex, comprado em locais estratégicos, porque o juiz já foi ameaçado de envenenamento. O jantar é feito ali mesmo. Entre um processo e outro, toma um suco ou come uma fruta. 'Sozinho, não me arrisco a sair nem na calçada.'

Uma sala de audiências virou dormitório, com três beliches e televisão. Quando o juiz precisa cortar o cabelo, veste colete à prova de bala e sai a escolta. 'Estou aqui há um ano e nem conheço a cidade.' Na última ida a um shopping, foi abordado por um traficante. Os agentes tiveram de intervir. Hora extra. Azar do tráfico que o juiz tenha de ficar recluso.. Acostumado a deitar cedo e levantar de madrugada, ele preenche o tempo com trabalho. De seu 'bunker', auxiliado por funcionários que trabalham até alta noite, vai disparando sentenças. Como a que condenou o mega traficante Erineu Domingos Soligo, o Pingo, a 26 anos e 4 meses de reclusão, mais multa de R$ 285 mil e o confisco de R$ 2,4 milhões resultantes de lavagem de dinheiro, além da perda de duas fazendas, dois terrenos e todo o gado. Carlos Pavão Espíndola foi condenado a 10 anos de prisão e multa de R$ 28,6 mil. Os irmãos , condenados respectivamente a 21 anos de reclusão e
multa de R$78,5 mil e 16 anos de reclusão, mais multa de R$56 mil, perderam três fazendas. O mega traficante Carlos Alberto da Silva Duro pegou 11 anos, multa de R$82,3 mil e perdeu R$ 733 mil, três terrenos e uma caminhonete. Aldo José Marques Brandão pegou 27 anos, mais multa de R$ 272 mil, e teve confiscados R$ 875 mil e uma fazenda.

Doze réus foram extraditados do Paraguai a pedido do juiz, inclusive o 'rei da soja' no país vizinho, Odacir Antonio Dametto, e Sandro Mendonça do Nascimento, braço direito do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. 'As autoridades paraguaias passaram a colaborar porque estão vendo os criminosos serem condenados.' O juiz não se intimida com as ameaças e não se rende a apelos da família, que quer vê-lo longe desse barril de pólvora. Ele é titular de uma vara em Campo Grande e poderia ser transferido, mas acha 'dever de ofício' enfrentar o narcotráfico. 'Quem traz mais danos à sociedade é mega traficante. Não posso ignorar isso e prender só mulas (pequenos traficantes) em troca de dormir tranqüilo e andar sem segurança..'