sexta-feira, 22 de maio de 2009

A RAÇA DOS DESASSOSSEGADOS...

A Raça dos Desassossegados

À raça dos desassossegados pertencemos todos, negros e brancos, ricos e pobres, jovens e velhos, desde que tenhamos como característica desta raça comum, a inquietação que nos torna insuportavelmente exigentes com a gente mesmo e a ambição de vencer não os jogos, mas o tempo, este adversário implacável.

Desassossegados do mundo correm atrás da felicidade possível, e uma vez alcançado seu quinhão, não sossegam: saem atrás da felicidade improvável, aquela que se promete constante, aquela que ninguém nunca viu, e por isso sua raridade.

Desassossegados amam com atropelo, cultivam fantasias irreais de amores sublimes, fartos e eternos, são sabidamente apressados, cheios de ânsias e desejos, amam muito mais do que necessitam e recebem menos amor do que planejavam.

Desassossegados pensam acordados e dormindo, pensam falando e escutando, pensam ao concordar e, quando discordam, pensam que pensam melhor, e pensam com clareza uns dias e com a mente turva em outros, e pensam tanto que pensam que descansam.

Desassossegados não podem mais ver o telejornal que choram, não podem sair mais às ruas que temem, não podem aceitar tanta gente crua habitando os topos das pirâmides e tanta gente cozida em filas, em madrugadas e no silêncio dos bueiros.

Desassossegados vestem-se de qualquer jeito, arrancam a pele dos dedos com os dentes, homens e mulheres soterrados, cavando uma abertura, tentando abrir uma janela emperrada, inventando uns desafios diferentes para sentir sua vida empurrada, desassossegados voltados pra frente.

Desassossegados desconfiam de si mesmos, se acusam e se defendem, contradizem-se, são fáceis e difíceis, acatam e desrespeitam as leis e seus próprios conceitos, tumultuados e irresistíveis seres que latejam.
Desassossegados têm insônia e são gentis, lhes incomodam as verdades imutáveis, riem quando bebem, não enjoam, mas ficam tontos com tanta idéia solta, com tamanha esquizofrenia, não se acomodam em rede, leito, lamentam a falta que faz uma paz inconsciente.Desta raça somos todos, eu sou, só sossego quando me aceito

COMER, COMER...


Virei uma draga... estou comendo louca e desesperadamente... como nunca comi antes na vida! A coisa está tão absurda que já estou comendo até coxinha na rua! Eu, que sempre fui um pouco fresca com essas frituras de rua... estou mandando tudo pra dentro. Tomar café e jantar nunca foram um hábito pra mim, mas de uns tempos pra cá se eu não fizer essas duas refeições mato o ser que estiver mais próximo de mim em minutos. Não sei se isso se deve ao fato de estar ficando cada dia mais e mais balzaquiana... e a fome pode ser totalmente proporcional... ou se as comidas que aparecem na minha frente ultimamente estão altamente apetitosas? Não sei o que é! Só sei que em 2 semanas engordei 3 quilos... Nunca pensei que um dia iria dizer que estou fechando a boca, pois meu sonho encantado sempre foi ganahr uns quilinhos a mais. Mas com essa progressão aritimética não vai dar não. O lance agora é o controle. Hoje mesmo, não fui almoçar... pois comi duas rosquinhas fritas enoooormes.... e ainda vai ter festinha cheia de gulosemas aqui no trabalho.... então... tenho que balancear as coisas.




PS.: Mas... minha barriga está roncando.... Vou fumar um cigarro alí fora que passa!




ESCAPE...


Nossa, tem tanto tempo que não entro por aqui que já tinha até esquecido a senha de acesso. Afff... Dei um tempo, estava sem nada interessante pra falar! Apesar da minha vida estar pura emoção... Mas nada que valha à pena ser aqui exposto... Mas é claro que para eu estar escrevendo aqui... algo novo e bem legal andou acontecendo por esses dias.


Ai ai... tenho uma necessidade imensa de estar apaixonada... sempre... seja por um bichinho novo de estimação, seja por um novo ambiente de trabalho, seja por um projeto novo de vida... ou quem sabe por um professor. Que palhaçada... mas é verdade! Estou caidinha pelo meu professor. Ele é tuuuuuuudo de bom, inteligente,lindo, negro, com aquela cara característica de nerd, óculos, fala mansinha, voz agradável e todos aqueles "apetrechos de fábrica" que só um nerd tem! Sei que isso é pura platonização, mas, é tão gostosinho sentir...


Pensando racionalmente nisso cheguei a conclusão de que essa palhaçada nada mais é do que uma fuga! Penso no impossível apenas para não ficar ôca... sem sentir nada, pois minha natureza é puro sentimento (que piegas)! Acredito que o medo de ter alguma coisa com alguém agora e me machucar pela milhonésima vez está me ensinando a criar algumas válculas de escape... e essa platonização com o professor é uma delas.


Ps.: só que ele não pára de me encarar na aula... e não estou doida... minhas amigas de sala também perceberam!